“Trabalho Social”

O governo quer formalizar a sua convicção de que os subsidiários são preguiçosos e não querem trabalhar. Efectivamente:

a) culpa os desempregados pela sua própria condição;
b) desresponsabiliza o Estado e o governo da tarefa de criação e manutenção de emprego;
c) aplica a figura do “trabalho social”, que é como quem diz trabalho abaixo de remuneração e condições dignas;
e) mantém as camadas desempregadas no desemprego, retirando-lhes as pobres condições de procura de emprego que tinham com o subsídio + tempo livre;
f) incentiva à economia paralela ao desincentivar as populações desfavorecidas de procurarem o Estado (na figura da SS e do IEFP) ao mesmo tempo que estende o aparelho fiscal e legal às que estão sob esta alçada, uma forma de criminalização.

Uma jogada comum do neoliberalismo que evidencia a sua vertente autoritária e violenta, a ênfase que coloca na manutenção e reforço da estrutura do poder capitalista e a forma como assenta, de facto, na repressão. Nada que não tenhamos observado já, verdade seja dita. O eco levantado por este blog é baixinho, mas não se calará para já.

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