O legado de Mandela

Agora que o sangue esfriou (pelo menos, assim o espero), vamos lá pôr os panegíricos de lado e ler uma análise crítica, factualmente sustentada, sobre a gigantesca dimensão histórica e política de Nelson Mandela. Deixemos o “jornalismo comemorativo” descansar um pouco e abstraiamo-nos por um momento das centenas de milhares de fotos partilhadas no Facebook, polvilhadas com eloquentes citações do herói.

Vejamos Mandela na sua dimensão contraditória (no fundo, como todas as personagens históricas). Como o homem que radicalizou o Congresso Nacional Africano, que o armou com armas e um programa que o levaria à vitória sobre o Apartheid, e que se dispôs a oferecer a própria vida pela libertação nacional da maioria negra sul-africana; mas também como o homem que abandonou esse programa e supervisionou a transição de um capitalismo racista para um capitalismo pretensamente “não-racista” mas não menos brutal, que teve em Marikana a sua expressão mais desumana. Como o mentor de uma linha política neoliberal que não acabou com a pobreza e a desigualdade na África do Sul, mas que, pelo contrário, a manteve como um dos países mais desiguais do mundo.

Leia-se aqui (em inglês).

EDIT: A tradução portuguesa do texto pode-se encontrar aqui.  

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