Se o Henrique Raposo festeja a coligação de esquerda, é porque não é coisa boa

Henrique Goebbels Raposo, Ministro da Propaganda Oficioso de Passos Coelho,  faz uso de um método de análise próprio de um pedante filisteu para nos explicar porque festejaria uma coligação governamental entre o PS e a esquerda parlamentar. Para este queque reaccionário, tudo se resume a ambições individuais de carismáticos líderes,  jogos de bastidores e acordos de cúpula. Para o Raposinho – que na sua juventude passou mais tempo a maravilhar-se com as mamas da Alexandra Lencastre do que a estudar história – as políticas de determinado partido ou as relações institucionais entre diferentes partidos (os sujeitos representativos no processo histórico) em nada são condicionadas pelos interesses das classes sociais (os sujeitos sociais no processo histórico), a sua constituição interna, consciência política, nível de mobilização, etc. Escusado será dizer que a pressão que as bases exercem sobre as direcções partidárias, por exemplo, do BE e do PCP, aquando dos processos de tomada de decisão, nada disso conta para Henrique Raposo.  Para pseudo-historiadores desta estirpe, a ralé não tem direito a intervir na política, coisa que, na sua substância, se reserva aos gentlemen.

Bem, perdoe-se a deficiência metodológica e a torpeza política do nosso filisteu, pois, ao menos, o rapaz contribuiu para o nosso argumento contra a aproximação da esquerda ao PS. Se Raposo festeja uma coligação eleitoral entre PCP/BE e o PS, é porque é mesmo coisa ruim para a esquerda e para os trabalhadores. 

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