Chipre – é possível dizer não à agiotagem europeia

A recusa do parlamento cipriota em aceitar o “resgate” do Eurogrupo dá um importante sinal à Europa. Demonstra que os órgãos de poder público de um determinado país, quando pressionados pela população em luta, podem dizer não à agiotagem europeia.

Além do mais, embora tornar-se um protectorado de Putin não seja mais aliciante do que virar uma semi-colónia de Merkel, abre-se com esta crise uma janela para o povo cipriota, que pode assim reflectir sobre uma hipotética reconversão geral da sua economia, no sentido de abdicar de um modelo económico que parece assentar nos baixos impostos sobre o capital, sendo, portanto, estruturalmente dependente dos mercados financeiros e das suas inevitáveis oscilações.

O Chipre tem sido até agora um dos principais portos seguros para milionários estrangeiros em fuga ao fisco dos seus próprios países, especialmente da Rússia. Particularmente num contexto de uma aguda crise deste capitalismo altamente financeirizado, o modelo do capitalismo-gangster-de-casino não é aceitável como paradigma de desenvolvimento para nenhum país.

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