Capitalismo-turbo aplicado à Saúde

Um grupo de investigadores da Porto Business School descobriu o segredo para a viabilidade futura do SNS.

Universalidade, perguntarão vocês?

Não, competitividade, concorrência e “liberdade de escolha”.

Gratuitidade, inquirirão outros?

Não, privatização e “contratualização dos preços com o Estado”.

Mas, e a Constituição?

Isso é coisa de comunas.

Mais e melhor investimento público e alargamento da rede de prestação de serviços, questionar-se-ão alguns ingénuos?

Não, encerramento de ainda mais serviços.

Quem toma as decisões sobre os serviços a encerrar, será o Estado?

Não, uma “entidade independente”. Por outras palavras, o mercado.

Suprir as carências no acesso à saúde, especialmente da parte dos mais pobres, indagam ainda alguns?

Não, criar um mercado de saúde apetecível para os cidadãos de outros países europeus, certamente com carteiras bem mais recheadas do que os paupérrimos tugas.

Anulamento das PPP’s no sector da Saúde, que tão lesivas têm sido para o Estado?

Pscht, cala-te…

A sério, por vezes penso que estudos como este devem ser encomendados pelo Governo, com o intuito de lavar a sua cara perante o descontentamento generalizado. Na verdade, o Ministro da Saúde, ao comentar as brilhantes conclusões dos luminares da Porto Business School, até parecia um esquerdista, conquanto esteja sempre disposto a encerrar uns quantos centros de saúde, pois está claro.

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