As escolas públicas preparam melhor os alunos

concluiu um estudo da Universidade do Porto.

É importante manter este estudo na mente, numa altura de condução das ideias ao ataque à coisa pública e à sociedade. Retiremos daqui duas conclusões:

1º – Os professores do Ensino Público, uma das categorias profissionais mais atacadas nos últimos anos (senão for A Mais Atacada), directamente assim como indirectamente (nos ataques à função pública), são mais que competentes no exercício da sua função. A afamada avaliação de desempenho, fundamentada subrepticiamente em ataques à idoneidade dos professores (uma técnica à-lá Sócrates que agora pagamos todos caro enquanto o dito se passeia por Paris) cai assim de cú, mais uma vez, juntamente com o aumento abrupto na carga de trabalho dos professores, a dificultação das progressões de carreira e o já ameaçado aumento da carga horária.

2º – Destapa-se a careca, também, à obsessão parola do Zé Tuga com a nota final dos exames do Secundário e a sua relação com os ratings das escolas como indicador directo da qualidade de ensino. Mostra-se claramente que de nada serve para a sociedade uma média de 18 num aluno que não compreende a matéria e que a preocupação com este aspecto (aprender de facto alguma coisa) em detrimento do outro (ficar bem nas estatísticas para inglês ver) está bem enraizada, ainda, no ensino público português. Por quanto tempo mais?

Tiremos apontamentos, portanto, porque aquilo que perdemos actualmente é mais do que uns euros no bolso de trás.

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