Tesourinhos deprimentes da política portuguesa (II)

“Depois das dúvidas, vieram as certezas, e à passagem dos 23 anos já compreendera a fatal ilusão em que me deixara envolver. Libertei-me então da ratoeira ideológica do marxismo e dessa sua declinação extrema, o maoismo.”

José Manuel Fernandes, Era uma vez…a Revolução.

Ao que isto chegou…

Agora, temos o José Manuel Fernandes (ex-maoísta, ex-director do Público, campeão da intervenção americana no Iraque, colaborador do Blasfémias, entre outras coisas) a memoriar os seus tempos de “revolucionário”. Além da costumada retórica do “quando era puto acreditava nessas coisas do marxismo, mas depois apanhei juízo e tornei-me um liberal”, confesso que me mete confusão ver estes apóstatas do maoísmo cobrir as outras correntes socialistas com o lodo ideológico estalinista.

Que eles se arrependam e cedam à tentação de ver a sua militância política recompensada material ou profissionalmente não me aquece nem me arrefece, mas os socialistas que nunca caíram na “ratoeira” do estalinismo e que nunca viram a acção política como forma de promoção pessoal, mas sim de emancipação da maioria da população, não têm nada a ver com aquela fauna. Vade retro!

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