Não é da responsabilidade do governo criar postos de trabalho

Segundo os novos argonautas, não está nas mãos do governo criar postos de trabalho mas sim nas da sociedade.

Não tem pejo, no entanto, em destruí-los… curioso.

Deduz-se a partir do texto anexo que o Estado viverá ao serviço das empresas, como “criador de oportunidades” – leia-se, deslocação de capital – e como, acrescento, entidade que coage os indivíduos a se deslocarem na direção que aqui se pretende. Nem que seja à base da bastonada.

Daí que o corte no “Estado gordo” e “demasiado grande” seja na verdade uma reestruturaçao dos seus serviços no sentido da subserviência a determinados discursos e intenções – neste caso da reeducação da população a um modelo social falido (liberalismo) e francamente idiota, que apenas se sustenta graças à violência, digamos, material (empobrecer as pessoas e culpá-las por isso) e, claro, de facto (ver carga policial do dia 14 e anteriores).

Não há corte, portanto. Há uma intenção, pois se o governo é responsável pelo país, é também responsável pela criação de emprego tanto quanto pela destruição deste, que se viu nos últimos tempos. É responsável, também, pela sua manutenção, porque o dia em que a sociedade (como um todo) for realmente responsável pelo seu trabalho será um dia que celebraremos.

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