Parece que é preciso repetir mais uma vez: o que se passa em Gaza não é uma guerra, é um MASSACRE!

Parece que é preciso repetir mais uma vez: o que se passa em Gaza não é uma guerra, é um MASSACRE!

Não  há dois exércitos em confronto, há sim um exército genocida,  apetrechado com o armamento mais sofisticado do mundo, que chacina uma população indefesa, a qual, por seu lado, retalia como pode.

A realidade no terreno cala o hipócrita e patético choradinho das “vítimas” israelitas. Ainda hoje lia num jornal finlandês, o Helsingin Sanomat, uma entrevista a uma família de Tel-Aviv, confortavelmente sentada numa esplanada (veja-se lá a “insegurança” que se vive em Israel, ao lado do inferno que cai sobre Gaza a cada minuto), a arrogar-se o estatuto de “vítima”, enquanto afirmava não perceber porque é que o exército israelita não bombardeava Gaza sem deixar pedra sobre pedra. Não há dois lados em conflito, há um agressor e um agredido.

Há que chamar os bois pelos nomes. Os campeões da “objectividade” e da equidistância não passam de cúmplices dos crimes de Israel. A minha posição não pode ser outra senão apoiar as acções de resistência palestiniana, sejam elas pacíficas ou militares. Bem sei que os israelitas não são todos iguais e grande parte deles condena o massacre. Mas deveriam também perceber que a única resolução possível para a Palestina não é uma paz podre e um estado palestiniano económica e territorialmente inviável. A única resolução definitiva seria a derrota incondicional de Israel e o desmantelamento do enclave colonial.  O resto é conversa.

4 thoughts on “Parece que é preciso repetir mais uma vez: o que se passa em Gaza não é uma guerra, é um MASSACRE!

  1. Prezado nazi,

    O Hamas é armado pelo Irão e pela Irmandade Muçulmana. O Hamas e o mundo Árabe não querem a paz, apesar do muito território que Israel lhes cedeu para o seu Estado inventado em 1967, apesar de todos os esforços de paz de Israel, apesar de Israel ter ganho, de mãos vazias, as muitas guerras que eles todos em peso lhe têm movido e mesmo assim convidá-los a ficar para viverem pacificamente lado a lado. Estude a História e deixe de simplesmente odiar, se é que tem capacidade para tal.

    • Ainda me há-de explicar como é que um ocupante (este sim, um “Estado inventado” “cede” terras ao povo que ocupa. Ganho “de mãos vazias”?? Viverem “pacificamente”?? O Gajo é que andou a baldar-se para as aulas de história, além de se ter esquecido de tomar os medicamentos hoje, de certeza.

    • Boa Tarde,
      Como deve saber, em 1948 foi decretado o estado de israel. Nessa altura as nações unidas estipularam que 55% do território pertencia a israel, e os restantes 45% para a palestina. É curioso analisar que passado 64 anos a palestina apenas tem cerca de 17% do território, e que este está completamente disperso sem possibilidade de poder ser unificado, pois está rodeado de clonados e por muros que cada vez mais tendem a ser construídos. A paz que Israel propõe é um pouco estranha de se perceber…a questão que eu coloco é como possível haver paz entre dois estados em que um controla todos os bens que entram e saem de um território, estipulam a quantidade de água, gás, comida, etc, não permitem que um palestiniano que vive em Belém possa visitar familiares que vivem em Jerusalém (poucos Km de distância), continuamente despejam famílias palestinianas que vivem na parte antiga de jerusalém sem qualquer tipo de razão? Sem dúvida que o povo Judeu ao longo da história foi massacrado…mas será que não aprenderam nada com o próprio sofrimento? Realmente o ser humano prega-nos estas partidas, mas se o que Israel está a fazer à Palestina não é um extermínio lento, então não sei o que poderá ser…

  2. Precisamente. Acrescento apenas que a estratégia retórica de Israel é bastante injusta para com os próprios judeus, ao se arrogar de “porta-voz” do Judaísmo em todo o mundo, conotando a comunidade judaica internacional com o genocídio que tem lugar na Palestina. A apropriação política e banalização que faz da memória do genocídio nazi é outro dos pontos particularmente repugnante no programa político de Israel. Uma falta de respeito às próprias vítimas do genocídio, aliás.

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