
Em 2009, chegava à bancas mais um livro do Doutor Manuel Monteiro, sob este título revelador. Enquanto tentava disfarçar o bafio da direita conservadora portuguesa com umas bolas de naftalina, expelindo, no processo, um partido de uma nova democracia que já era velha à nascença, este modernaço conservador (olha só a dialéctica hegeliana!) ainda esgalhou este opúsculo imperdível. Tenho muita pena que no caminho tenha prescindido de um dos mais importantes vectores do seu discurso político: os óculos. Enfim, não se pode ter tudo…
Espero apenas que um socialista à moda de Riba-Côa como eu possua arcaboiço intelectual para digerir esta obra-prima da teoria política.