Esta é a minha Academia

Foto: Crise Académica de 1969 – Assembleia Magna com 6000 estudantes

Durante a minha passagem pela academia coimbrã, saturei de profusos discursos recitados por indivíduos de capa e batina, que se ufanavam do seu ofício de “defensores da tradição académica”. Claro que o que eles definiam como “tradição”, conquanto implicitamente, era o que a academia tinha de mais obsoleto, irracional e anti-democrático. Só quando se tratava de advogar a permanência de práticas como rapar pêlos púbicos aos “caloiros” ou estigmatizar um grupo de colegas que decidia empreender um acto de contestação pública sem o devido carimbo da burocracia da DG/AAC, eles se agregavam em torno de uma identidade que, em grande medida, foi construída na reacção direitista pós-revolucionária. Pois, mas esta é a minha “tradição académica” e esta é a minha academia. Assim a concebi durante os meus anos em Coimbra e assim a continuarei a conceber. Tenho para mim que, no futuro, a viabilidade desta perspectiva passa precisamente pelo rompimento com órgãos hiper-burocratizados, como a DG/AAC.

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