As artes mágicas da Alemanha hodierna

Seguindo a mesma linha de um post anterior, partilho uma notícia que desmonta o que vinha sendo apelidado de “milagre alemão”. Segundo o que nos é vendido pelos media tradicionais, bem como pelos “europeístas” e germanófilos do costume, a taxa de desemprego alemã era a mais baixa dos últimos 20 anos, algo atingido através de um programa de flexibilização laboral, “milagre” que poderia servir de hipotético modelo para os restantes países europeus. No entanto, a realidade é bem diferente. Quando cai o véu da “promoção do emprego”, deparamos com um cenário bastante dissemelhante: o da promoção da precariedade e de uma espécie de “semi-escravatura”. Na cabecinha dos capatazes do Capital só pode haver promoção do “emprego” se continuar a haver redução dos custos de produção. Como é isso possível? Simples, pagando 50 cêntimos por hora a um trabalhador com um vínculo laboral totalmente instável (para que não possa bufar muito, que isso de reivindicar direitos é para comunas).

É este o modelo para a Europa? Nesse caso, sejamos mais ousados e sigamos o exemplo chinês…

Foto: “Miragem” (1950), por José Yalenti.

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