O dever da greve

Há um ambiente de crítica aos movimentos sociais que os conota, actualmente, como contra-producentes e prejudiciais ao desenvolvimento deste canto em que vivemos.

Tenho a dizer que atentado ao desenvolvimento, mesmo, é a destruição sistemática de postos de emprego, de serviços de base, de direitos adquiridos; da incompreensão assassina de que cultura, educação, saúde – esses sim, os pilares de uma população rica – são o fundamento, muito mais que jogos de mercado e especulação financeira.

Deparamo-nos com uma gestão governamental que mais não faz a não ser virar o dito à vontade da grande finança internacional. Aliás, o recente incentivo à fuga de quadros qualificados para o estrangeiro não configura outro cenário que não seja o empobrecimento sistemático do país e o enriquecimento, tanto monetário como social, dos centros financeiros do mundo.

Aderir à greve é fincar o pé. Por nós e pelos nossos. É resistir à espoliação do país e a estas medidas de penso rápido sobre ferida grave que as classes dirigentes tanto insistem em aplicar.

Aderir aos protestos é concretizar. Passar da teoria à acção, pegar no touro pelos cornos. Ou ficarás em casa a dizer que de nada serve sair à rua? Onde estarás tu quando der para o torto?

Nós estaremos por aqui.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s