>Ah, queridos líderes!

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SONAE, EDP e PT são consideradas as melhores escolas de líderes

Mais uma notícia, de muitas que nos surgem todos os dias, ou não estivéssemos numa economia de mercado (a que eu prefiro chamar selva), sobre líderes, e a sua grande importância de os ter.

Segundo o Priberam, líder significa:
Pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros;
Pessoa ou entidade que lidera ou dirige;
Chefe de um partido ou movimento político;
Que ou o que lidera determinado sector! de actividade! ou uma competição.

Vivemos constantemente a receber a mensagem de que sem líderes estamos perdidos. Sem pastor estamos perdidos. É o fim do mundo civilizado.
Dá-me logo vontade de, também aqui, pegar no dicionário e debitar o que significa “civilizado”, o que significa “civilização”.

O termo “civilizar” surge muitas vezes nestes contextos, os contextos dos líderes. Quem civiliza? Quem sabe o que é civilização? São os líderes.

Quantos de nós os ouve, os escuta, na verdade? Quantos de nós não está agarrado à ilusão de que ter líderes é o melhor para nós e sinal de progresso, de avanço? Esta situação só me traz à lembrança a situação de relações abusivas.

Da mesma forma de que, na nossa vida privada, podemos ser vítimas de comportamentos abusivos por parte de indivíduos que “gostam de tomar a liderança”. 
Somos também vítimas, há demasiado Tempo, de comportamentos abusivos enquanto colectivo que somos. Somos alvo dos líderes empresariais, somos alvo de líderes religiosos, e acima de tudo, a Maestrina dos líderes, da nossa “democracia” representativa.
Ora, atinjamos a verdadeira “civilização” construindo uma sociedade sem líderes, uma sociedade que não seja a selva da economia de mercado, uma sociedade em que não temos de estar sempre a sentir pena daqueles que não são líderes, e que por isso são fracos, precisam de caridade, de maternalismo/paternalismo. Uma sociedade no verdadeiro sentido do termo, em que estamos todos, e construímos todos com verdadeira igualdade.

Chega de nos venderem “banha da cobra”, meus senhores! Nós sabemos pensar, sabemos construir, sabemos o que queremos. E a primeira coisa que vos temos a dizer, senhores líderes, é: não precisamos de vós para nada. 
Je ne vous aime pas.

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