>Eu vi este Porto a lutar

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Desci ao Porto num comboio apinhado. Malta nova, malta mais velha, ensalsichados num suburbano abafado e fixos no ecran, de estação em estação (quem conhece o percurso Porto-Braga conhece o cenário).

À saída de S. Bento fotografei-nos. Éramos bastantes. Na Batalha ainda éramos mais – nunca vi o Porto tão cheio, enquanto descíamos a rua de Sta Catarina em bloco, apertados, a cantar. Não vi bandeiras (uma da Líbia e um par de bandeiras negras), vi boa disposição e vi protesto genuíno. Protesto de pessoas que sentiram na pele a desgraça do sistema em que vivemos e que sentem a necessidade de mudança, pela união.

“O Povo Unido Jamais Será Vencido”. Ressoava. Por todo o lado. Gritámos ao Banco de Portugal: nós não queremos isto! Cantamos: Zé Mário, Zeca… bombos e caixas e saltos e alegria.

Não sei se vai dar em alguma coisa. Foi lindo mas reservo o meu cepticismo confortável. Uma coisa é certa: a gente está aí para as curvas.

E toma lá, Lisboa, que isto no norte é que é.

5 thoughts on “>Eu vi este Porto a lutar

  1. >E para isto dar em algo, seria bom o pessoal pressionar para que nucleos de malta, impulsionados pelos organizadores do protesto, se reunam, discutam e organizem novos protestos, sempre com a continuidade na mira. O meu texto, aqui publicado, vai nesse sentido. Da minha parte, já contactei os organizadores a perguntar o que acham e se estavam interessados em sentar-se comigo, para discutir o assunto. Vamos ver no que isto dá…

  2. >Olha que, se calhar, criar aqui uma competição saudável de lutas entre o Porto e Lisboa traz mais gente à rua! :)Mais protestos acho que pode ser bom, sim, mas há que entrar por outras vias (quais não sei ao certo, não percebo muito disto – legais? parlamentares?) porque a mobilização para as ruas vai-se desgastando; como, de resto, se viu no movimento estudantil desde os anos 90 até hoje.Passaria por criar uma plataforma extra-sistémica, como disseste. Talvez. Não sei como isso funcionaria.

  3. >Olha que quando a luta nas ruas tem resultados, não desgasta. A primeira conclusão a que cheguei é que continuar a discutir e organizar no FB é completamente inexequível. Assim, discutamos cara a cara, em plenários e decidamos sobre o que fazer. Em Coimbra vão fazer isso.

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